©Jomaro Cabrela_A mulher da minha atalaia_2026
A mulher da minha atalaia Ver-te entre as ondas, no abraço da praia, desafiando o sossego e a fúria do mar, até a bravura das ondas se rendeu ao teu andar. Segui-te do alto da minha atalaia, neste meu silêncio matinal e no teu caminhar. O mar tocava-te com pancadinhas de amor, para não espantar tamanha beleza. Componho uma tela com subtileza, escondo os sentimentos com destemor, no mundo que construí, nesta fortaleza. O teu andar desenhava poesia, a tua tranquilidade tornava-me inquieto; o vestido e o cabelo, em diálogo secreto, prendiam-me o olhar naquela maresia, neste meu desassossego completo . O lugar vazio que ficou sempre em mim, a chaga que me tortura e que não tem cura, ferida invisível que me atormenta nesta loucura, que me não dá sossego e me vai inquietar até ao fim... o teu silêncio aumenta a chama da minha amargura. O lugar vazio que ficou sempre em mim, a chaga que me tortura e que não tem cura, ferida invisível que me atormenta nesta loucura, que me não dá sossego...