©Jomaro Cabrela_Só depois de morrer_2026
Só depois de morrer Há muito que não ouvia a palavra amor. A solidão já era a sua companheira habitual. Já não distinguia o amigo que ajudava do amigo que a puxava para trás, nem o beijo da amizade do beijo de Judas. E os pedaços de nós que caminham fora de nós... Será que a iriam procurar porque já só se lembravam daquilo que dela poderiam receber? Faltava pouco tempo a última viagem aproximava-se. Finalmente, iria receber flores todas as semanas — as flores que nunca lhe ofereceram. Infelizmente, só o poderia confirmar depois de morrer. ©Jomaro Cabrela | 2026