©Jomaro Cabrela_O Termostato do Mundo_2026
O Termostato do Mundo
Neste recanto do Universo,
em que o mistério se adensa,
a matéria, em alquimia, deu vida:
a própria vida e o seu lado perverso,
o homem, na sua ganância imensa,
e a saúde da Terra foi atingida.
Este planeta – prova viva:
continentes, oceanos a respirar;
o egoísmo exagerado é cegueira.
Hipotecamos o futuro de forma definitiva,
ignoramos que esta maravilha um dia pode acabar
e provocamos desequilíbrios de forma desordeira.
O termóstato do mundo está a avariar,
o maior reservatório de água a desaparecer,
a temperatura média do planeta a subir...
O planeta cansado começa a sufocar,
fenómenos extremos estão a acontecer;
se ficarmos quietos, a vida vai-se extinguir.
O planeta já está há muito doente,
não é solução ficar de braços cruzados.
Os cuidados paliativos tardam em chegar,
o que fazemos não basta, não é suficiente;
temos de ser responsáveis e não ficar parados:
sem a saúde do planeta, o futuro não vai chegar.
Se o destruirmos, não temos de nos preocupar:
o Universo continuará — sem vida.
©Jomaro Cabrela | 2026
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